Devido a um mudança de país, eu resolvi mudar de blog. Vou tentar retormar esse em português tmb.
O novo tiagohori.blogspot.com
E a final da copa de 98 se repete. Uma França que ressurgiu das cinzas guiada por seu ídolo Marroquino. O Brasil se prepara pra obter a tão esperada vingança. ainda com Ronaldo e outros. Será que teremos desmaios dessa vez? Será que o problema na verdade é o pé frio do Zagalo? Será que o país ainda não cansou dessa futebol de resultados? A verdade é que a gente detesta assitir esse futebol, mas a gente gosta mais de ganhar. E se no fim, apesar de não ter sido brilhante, o Parreira for campeão de novo, será o número 6 que entrará pra história do Futebol. 09 de julho de 2006, em Berlim. Entre a Vitória e o Portal de Brandeburgo. Brasil Hexa! E muito pouco mudou desde de 98. E essa será coroada a copa das tradições. tirando a Ucrânia. para celebrar mais uma vez esse mundo que corre da diversidade. Esse mundo de vencedores. De piadas prontas e risadas falsas. Para celebrar essa selação Brasileira, que tem falta de Brasil. Celebrar um país que esqueceu de si mesmo, antes de se conhecer.
Confissões
Tenho que admitir o que pra muitos Brasileiros pode soar como pecado. Eu torci pra Argentina. SIM. Talvez tenha sido o futebol que eles vêem apresentando e talvez tenha sido pura e simplismente simpatia pelos hermanos. Um dia a gente vai ter que ir além dessa rivalidade besta. Um dia a gente vai ter que conhecer as pessoas e não os esteriotipos. Um dia a gente pode se tornar uma América Latina, que não só se uniu economicamente, mas que se uniu culturalmente.
Agora podem me crucificar, mas eu vou continuar torcendo pra Argentina enquanto ela não jogar com o Brasil.
Em 1964 nas olimpíadas de inverno em Innsbruck, numa manhã fria foi onde essa historia aconteceu. Essa historia trata de um esporte que pra nós é pouco ortodoxo, o Bobsled. Isso, aquele mesmo do filme Jamaica Abaixo de Zero. Enfim, essa história é sobre a final do Bobsled pra dois nas olimpíadas de 64. Naquele ano, a volta final estava sendo liderado por um já consagrado piloto italiano, chamado Eugenio Monti. Em segundo vinha a dupla inglesa, do piloto Tony Nash. Este tinha pilotado numa volta excelente e colocado sua dupla em segundo quando descobriu que o parafuso central do seu eixo trazeiro estava quebrado. Esse fato tiraria os ingleses imediantamente da prova e acabaria com as chances deles de ficar com o ouro. Tiraria se Eugenio Monti, ao ouvir a história do parafuso, nao tivesse tirado o parafuso de seu proprio trenó e mandado entregá-lo aos ingleses no topo do morro. Tony Nash pilotou mais uma volta íncrivel e ficou com o ouro. Quando questionado sobre como se sentia com o fato de Tony Nash ter ganho a medlha pq ele tinha dado seu parafuso para os ingleses, Eugenio Monti respondeu: " Tony Nash não venceu pq eu lhe dei um parafuso, Tony Nash venceu pq ele foi o melhor piloto." Hj o comite olimpico usa essa história pra descrever o que é o tal do fair play. Eugenio Monti foi o primeiro atleta a receber a medalha Pierre De Coubertin, a mesma que foi dada a Vanderlei Cordeiro, depois do ataque do padre maluco. É engracado como essa medalha parece ir sempre pra pessoas que não ganharam, e pra muitos ela pode parecer um prêmio de consolação, mas eu acho que não. Eu conto essa história por causa da Copa e por estar distanciado dela eu tenho pensado em um monte de coisas. Eu acho que nós estamos perdendo a alegria do jogo, pq ganhar se tornou tão importante que a vitória nao tem preço. E eu acho que o preço disso é um futebol chato e burrocrático. E toda vez que a gente vê os africanos jogando, a gente têm uma certa esperança de que o que se chamava de futebol moleque, aquele futebol meio anarquico que eu e vc jogamos na várzea, fosse voltar. Eu imagino uma final Brasil e Alemanha em Berlim, coroando o futebol burrocrático. Eugenio Monti, perdeu o ouro, mas mateve sua dignidade como atleta e eu arrisco a dizer, como ser humano. Diante de um mundo recheado de atletas estrelas e milionários, dopados e construidos, eu acho que o tal do fair play morreu. E eu acho que a alegria do esporte esta morrendo tmb. Talvez seja a hora de nos todos voltarmos pra varzea do rio Tiête.
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Da séria série
Grandes questões da humanidade:
1) quem eram os lacaios do esqueleto?
2) quem eram os mutantes, nos Thundercats?
Beautiful Boy - J. Lennon
Close your eyes,
Have no fear,
The monsters gone,
He's on the run and your daddy's here,
Beautiful,
Beautiful, beautiful,
Beautiful Boy,
Before you go to sleep,
Say a little prayer,
Every day in every way,
It's getting better and better,
Beautiful,
Beautiful, beautiful,
Beautiful Boy,
Out on the ocean sailing away,
I can hardly wait,
To see you to come of age,
But I guess we'll both,
Just have to be patient,
Yes it's a long way to go,
But in the meantime,
Before you cross the street,
Take my hand,
Life is just what happens to you,
While your busy making other plans,
Beautiful,
Beautiful, beautiful,
Beautiful Boy,
Darling,
Darling,
Darling Sean.
GoodBye.
Eu já postei isso, mas em face enfim, certas palavras precisam ser ditas mais de uma vez.
"You do it to yourself and that's what really hurts" - Just by Radiohead.
T.
Foi por isso que eu comecei esse blog: O Victor posta os sonhos dele na melhor comunidade do Orkut (Matem Gael) e eu postava meus devaneios aqui. E agora eles migraram pros meus emails. Então eu resolvi ressucitar o blog. Não sei quanto isso vai durar. A pós graduação sempre vence a procrastinação, eventualmente. Não hoje, não hoje. Hoje eu vou aceitar meu nerd interior. Segundo os especialistas nerd é um termo do passado que deve ser substituído por Geek. Se uma rosa não chamasse rosa, ela ainda teria a beleza de uma rosa. Hoje eu enxergo a grande vantagem de ter sido um nerd. Quando vc é nerd não importa se vc usa Armani, não importa se vc tem tênis da Nike e nem importa se vc é muito bonito. Tudo que importa é quantas falas de Star Wars vc conhece. Quantas revistas do X-Men vc tem, Com que idade vc começou a jogar RPG. O quanto vc sabe sobre uma banda, um escritor, um desenhista que ninguém conhece. E é claro, quais são os jogos de computador que vc gosta. E esses critérios dividem a massa de nerds em facções tmb, assim como quem é cool: pode ser patricinha, pode ser surfista, pode ser skatista, pode ser alternativo. Os nerds podem ser especialista em Hardware, software, quadrinhos, final fantansy. E nós tmb erámos exclusivistas. E se vc não sabia quem era a princesa Leia, vc era parte de uma sub-raça que a ciência não conseguia explicar. No fundo, nerds ou não. Famosos ou não. Fashion ou não. Nós todos só queriamos ser aceitos. E nós todos encontravamos aceitação em nossos iguais e odiavamos coletivamente o resto. E eu tentei ser de tudo: surfista, intelectual, rebelde, anarquista, socialista, boy, mas no fim o que eu sou mesmo é um nerd. E foi nos meus amigos nerds que eu encontrei aceitação pela primeira vez. Eu acho tão estranho como a gente vive num mundo em que a gente precisa caber dentro dessas fôrmas. E eu conheci gente que dizia que eu não podia ser nerd, pq eu praticava esportes ou pq eu tinha amigos qeu não entendiam como o código binário funciona. No fim, a vantagem de ter sido nerd é que foi por causa disso que eu conheci muita gente bacana. A desvantagem é que eu deixei de conhecer muita gente bacana. E por muito tempo eu permite que as formas fossem transformadas em fôrmas. Não importa quantas falas de Star Wars vc sabe de cor (e eu sei muitas), não importa quantos dias vc passa na academia. Não importa quantos km vc é capaz de pedalar e não importa se vc entende física quantica. Não importa o que vc tem ou conhece. O que importa mesmo é o quanto vc está disposto a deixar que isso mescle e se transforme ao invés de se sobrepor ao outro. Alguns de nós são de fato mais belos, outros mais espertos, uns mais rápidos. Alguns de nós entendem cálculo e outros jogam golfe (eu sinceramente não consigo decidir o que é mais difícil). Alguns de nós entendem taxonomia e outros economia. Alguns de nós usam carrefour e outros usam Armani, mas todos nós compartilhamos esse potencial incrível se sermos sinergísticos ao invés de destrutivos. E no fim não importa se vc dirige um Porsche ou um Fusca; uma Barra Forte ou uma Specialized. No fim o que importa é que jornada, independente do veículo, não seja feita só de vc, mas seja a resultante daquilo que vc é (agora) com aquilo que te cerca. Que jornada seja governada pela única constante do universo: a transformação.
dos medos
Descansei em ti meu feixe de desencontros
e de encontros funestos.
Queria talvez - sem o perceber, juro -
sadicamente massacrar-te
sob o ferro de culpas e vacilações e angústias que doíam
desde a hora do nascimento,
senão desde o instante da concepção em certo mês perdido na história,
ou mais longe, desde aquele momento intemporal
em que os seres são apenas hipóteses não formuladas
no caos universal.
(Drummond)
Mentir
Mentir é invarialvelmente um ato de covardia. Sem julgamentos, todos já mentimos por receio ou medo. No entanto, mentir para si mesmo a uma covardia desproposital, pq demonstra medo de si mesmo. Fugir de si implica em não se aceitar e inevitavelmente em não mudar. Enganar a si mesmo é uma covardia que só tem uma vítima... nós mesmos. É quase matar a si próprio, num suicídio lento e tortuoso.
Obvious Child
I'm accustomed to a smooth ride
Or maybe i'm a dog who's lost its bite
I don't expect to be treated like a fool no more
I don't expect to sleep through the night
Some people say a lie's a lie's a lie
But i say why
Why deny the obvious child?
Why deny the obvious child?
And in remembering a road sign
I am remembering a girl when i was young
And we said these songs are true
These days are ours
These tears are free
"Sometimes my room is like a cage"
"A Saudade é como um barco que aos poucos descreve um arco e se recusa a atracar no cais. A Saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu." - Chico Buarque.
So long. Divirta-se e cuide-se.
...
"Life is what happens to you while you're busy making other plans"
Pearl Jam
"Escape is never the safest bet"
Eu vou! Só para fingir que eu tenho 14 anos de novo e estou no auge do grunge. O grunge morreu com o Kurt Cobain, mas aparentemente as pessoas a minha volta continuam tendo 14 anos (ou até menos). Bom.. se não pode vencê-los, junte-se a eles.
Estou desistindo oficialmente. Acho que existem dores e preços, muros e cabeçadas, que são inevitáveis. Só se dá valor ao que sem tem quando se perde. A vida é cheia de clichês bonitos e verdadeiros. Nós fugimos deles, pq como tudo que é verdadeiro, é doloroso. A vida é cheia de contra tempos que não valem um ATP gasto para franzir a testa. De coisas que nos derubam pq nós nos sabotamos. De agressões que ganham força em nossos egos. Preferímos doer do que let it go and let it be. Mas essa dor é só minha, essa tristeza é só minha. Eu tmb tenho que dar um passo e recolher as peças quebradas. Remontar um novo quebra-cabeça. Eu tmb tenho que aprender que perdoar o erro do outro é na verdade perdoar a si mesmo. Não há ódio que não acabe nem amor que sempre dure. Os fins são começos disfarçados. Clichês,, verdadeiros e bonitos. Queria vivê-los além de entendê-los.
Solo
No que mais posso acreditar além do fato de que os gatos podem voar e os cachorros falar. Onde mais posso ir além daquela curva ali, logo depois do infinito, onde as paralelas se encontram. O que mais posso ser além disso: tenebroso, obscuro, altivo, surpreso, cansado, vivo. De todas as coisas que guardo em minha concha: retalhos, fotografia, apertos, saudades, beijos, abraços, sorrisos, lágrimas, azedume, açafrão; o que fazer com essas cores que me perseguem, com esses dias que não me deixam? Não há nada a fazer a não ser os colar num livro-diário e virar as páginas. Páginas brancas, cheias dos minutos de minha vida. Páginas viradas cheias de coisas que invadem o presente e clamam pelo futuro. Que livro é esse? Cheio de folhas nunca d'antes navegadas. Esse livro é como a curva, como as paralelas; as folhas brancas colidem com as cor de salmão, com as vermelhas, com as tristes, com as que tem cheiro de choro. Se encontram e se separam. Só posso acreditar nos gatos que voam e nas formigas que me carregam. Só.