Ressuscita-me,
nem que seja porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo cotidiano!
Ressuscita-me,
nem que seja só por isso!
Ressuscita-me!
Quero viver até o fim que me cabe!
Para que o amor não seja mais escravos de casamentos,
concupiscência,
salários. Amor escravo é que nem poesia escrava. Parece que te faz alguma coisa boa, mas no fundo só te prende. Não quero mais saber de lirismo que não é libertação, e, com certeza, não quero mais saber de amor que não é libertação.
Nesse momento mágico, liberto de todas as armadilhas, posso finalmente dizer: " Sou livre pois te amo".
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Eu apresento a página branca.
Contra:
Burocratas travestidos de poetas
Sem-graças travestidos de sérios
Anões travestidos de crianças
Complacentes travestidos de justos
Jingles travestidos de rock
Estórias travestidas de cinema
Chatos travestidos de coitados
Passivos travestidos de pacatos
Medo travestido de senso
Censores travestidos de sensores
Palavras travestidas de sentido
Palavras caladas travestidas de silêncio
Obscuros travestidos de complexos
Bois travestidos de touros
Fraquezas travestidas de virtudes
Bagaços travestidos de polpa
Bagos travestidos de cérebros
Celas travestidas de lares
Paisanas travestidos de drogados
Lobos travestidos de cordeiros
Pedantes travestidos de cultos
Egos travestidos de eros
Lerdos travestidos de zen
Burrice travestida de citações
água travestida de chuva
aquário travestido de tevê
água travestida de vinho
água solta apagando o afago do fogo
água mole sem pedra dura
água parada onde estagnam os impulsos
água que turva as lentes e enferruja as lâminas
água morna do bom gosto, do bom senso e das boas intenções
insípida, amorfa, inodora, incolor
água que o comerciante esperto coloca na garrafa para diluir o whisky
água onde não há seca
água onde não há sede
água em abundância
água em excesso
água em palavras.
Eu apresento a página branca.
A árvore sem sementes.
O vidro sem nada na frente.
Contra a água.
Arnaldo Antunes in Tudos ALGO A DIZER?: type="text/javascript">postCount('<$BlogItemNumber$>');
Estava totalmente convencido a não escrever um post de Natal, mas vai lá. Acho que a história da humanidade está cheia de metafóras simples e bonitas, no entanto, duras e dificies, que nós, para não lidar com elas, chamamos de cliches. Com o tempo que passa eu gosto cada vez mais dos cliches. Se existe um cliche gigantesco, esse é o natal. Tempo de refletir, de repensar, de amar e, principalmente de perdoar. Acho que tudo isso só nos parece um cliche idiota, pq a gente é cada vez mais incapaz de fazer isso: amar e respeitar. Por isso, eu proponho, deixar os esteriotipos de lado e repensar a vida, de verdade, no natal. Feliz Natal e um ótimo ano novo para todos. Que a mudança sempre lhes acompanhe.
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Inspirado na minha última visita ao blog
vala oito, que está em uma fase familiar...mas tudo bem, pq família é um saco, mas é legal tmb. Deixo aqui um substituto para noite feliz.
There there, by radiohead.
There There
in pitch dark i go walking in your landscape.
broken branches trip me as i speak.
just because you feel it doesnt mean it's there.
just because you feel it doesnt mean it's there.
there's always a siren
singing you to shipwreck.
(don't reach out, don't reach out)
steer away from these rocks
we'd be a walking disaster.
(don't reach out, don't reach out)
just because you feel it doesn't mean it's there.
(there's someone on your shoulder)
just because you feel it doesn't mean it's there.
(there's someone on your shoulder)
there there
why so green and lonely?
heaven sent you to me.
we are accidents
waiting waiting to happen.
we are accidents
waiting waiting to happen.
Feliz natal para todos!!!
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