Iessiênin
Até logo, até logo, companheiro,
Guardo-te no meu peito e te asseguro:
O nosso afastamento passageiro
É sinal de um encontro futuro.

Adeus, amigo, sem mãos nem palavras.
Não faças um sobrolho pensativo.
Se morrer, nesta vida, não é novo,
Tampouco há novidade em estar vivo.

Escrito por Serguei Iessiênin com sangue depois de cortar os pulsos. Logo depois ele se se enforcou no Hotel Inglaterra em Leningrado. 1925

A SERGUEI IESSIÊNIN

(...)

Por enquanto
há escória
de sobra.
O tempo é escasso-
mãos à obra,
Primeiro
é preciso
transformar a vida.
para canta-la-
em seguida.
Os tempos estão duros
para o artista:
Mas,
dizei-me,
anêmicos e anões,
os grandes,
onde,
em que ocasião,
escolheram
uma estrada
batida?
General
da força humana
-Verbo-
marche!
Que o tempo
cuspa balas
para trás,
e o vento
no passado
só desfaça
um maço de cabelos.
Para o júbilo
o planeta
está imaturo.
É preciso
arrancar alegria
ao futuro.
Nesta vida
morrer não é difícil.
O difícil
é a vida e seu ofício.

Vladimir Maiakovski
FASES

VAMOS COMEÇAR UMA SEÇÃO FASES. COMO VCS PODEM VERIFICAR PELA CAMISETA, ISSO FOI EM 99, LOGO DEPOIS DO INTERBIO DE PIRAJÚ. A FOTO FOI TIRADA PELA CRIS CHINCHILA.

NA CAIXA DE SOM: DAQUELA ÉPOCA: "WHEN I GROW OLD" - GARBAGE

O Guardador de Rebanhos
Eu nunca guardei rebanhos, 
Mas é como se os guardasse. 
Minha alma é como um pastor, 
Conhece o vento e o sol 
E anda pela mão das Estações  
A seguir e a olhar. 
Toda a paz da Natureza sem gente  
Vem sentar-se a meu lado. 
Mas eu fico triste como um pôr de sol  
Para a nossa imaginação, 
Quando esfria no fundo da planície  
E se sente a noite entrada 
Como uma borboleta pela janela. 

Mas a minha tristeza é sossego 
Porque é natural e justa 
E é o que deve estar na alma 
Quando já pensa que existe 
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso. 

Como um ruído de chocalhos 
Para além da curva da estrada, 
Os meus pensamentos são contentes. 
Só tenho pena de saber que eles são contentes, 
Porque, se o não soubesse, 
Em vez de serem contentes e tristes,  
Seriam alegres e contentes. 

Pensar incomoda como andar à chuva 
Quando o vento cresce e parece que chove mais. 

Não tenho ambições nem desejos  
Ser poeta não é uma ambição minha  
É a minha maneira de estar sozinho. 
Alberto Caeiro

Morte
And there is Death....... Neil Gaiman bate muito na tecla de que nós temos que ter familiaridade com a morte. A criação dele é uma das representações mais bacanas que eu já vi. Ou como ele mesmo diz, gosto de pensar na morte como uma moça gótica muito sinpática. Morrer faz parte do processo de viver, define a importância. So there is death.
Mistério...
É impressionante nos dias de hoje quando visitamos o Palácio de Versailles em Paris e observamos que o suntuoso palácio não tem banheiros. Quem passou por esta experiência ficou sabendo de coisas inacreditáveis. Na Idade Média, não existiam os dentifrícios, isto é, pastas de dentes, muito menos escovas de dentes ou perfumes, desodorantes muito menos e papel higiênico, nem pensar... As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas do palácio... Quando paramos para pensar que todos já viram que nos filmes aparecem pessoas sendo abanadas, passam desapercebidos os motivos. Em um país de clima temperado, a justificativa não era o calor, mas sim o péssimo odor que as pessoas exalavam, pois não tomavam banho, não escovavam os dentes e não usavam papel higiênico e muito menos faziam higiene íntima. Os nobres eram os únicos que podiam ter súditos que os abanavam, para espalhar o mau cheiro que o corpo e suas bocas exalavam com o mau hálito, além de ser uma forma de espantar os insetos. Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (para eles, o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda estava tolerável. Entretanto, como alguns odores já começavam a ser exalados, as noivas carregavam buquês de flores junto ao corpo, para disfarçar. Daí termos maio como o "mês das noivas" e a origem do buquê de noiva explicada. Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível "perder" um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente "não jogue o bebê fora junto com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos... Os telhados das casas não tinham forro e as madeiras que os sustentavam eram o melhor lugar para os animais - cães, gatos e outros, de pequeno porte, como ratos e besouros se aquecerem. Quando chovia, começavam as goteiras e os animais pulavam para o chão. Assim, a nossa expressão "está chovendo canivetes" tem o seu equivalente em inglês em "it's raining cats and dogs" = está chovendo gatos e cachorros. Para não sujar as camas, inventaram uma espécie de cobertura, que se transformou no dossel. Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, o que fazia com que muita gente morresse envenenada (lembremo-nos que os hábitos higiênicos da época não eram lá grande coisa...). Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, como venenosos. Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo "no chão" (numa espécie de narcolepsia induzida pela bebida alcoólica e pelo óxido de estanho). Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estava morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí, surgiu a vigília do caixão. A Inglaterra é um país pequeno e nem sempre houve espaço para enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados ao ossário e o túmulo era utilizado para outro infeliz. Às vezes, ao abrir os caixões, percebiam que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a idéia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava amarrada num sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão essa por nós usada até os dias atuais. Se é vaerdade ou não eu não sei.. Mas é o mistério que permanece não a reposta.
COMEÇO

Mudei para o UOL blog por aqui eu posso postar fotos..........E para começar:

Bom para começar nada que o serviço tá fora do ar.

Espero que não seja para sempre.

Todo o pensamento emite um lance de dados.

O serviço voltou a funcionar. Campos a um tempo atrás. Velhos amigos.  Um lance de dados

 

OK... Faz tempo.
Sustentar o hábito blog está difícil ultimamente. A vida está ocupada e o tempo parece passar vertiginosamente. Tenho pensado ultimamente no tempo. Fernando Pessoa dizia que não havia metafísica que não fosse produto do tédio. As vezes eu acho que o tédio também se traduz em pensar demais em alguma coisa, como por exemplo o seu mestrado, que vc simplismente precisa pensar em outra coisa. Por isso eu penso na ilusão do tempo. Pq, na verdade, o tempo não passa, quem passa é a gente. Passa, vira passado e abraça a obliteração.
Ser esquecido é ser parte do tempo. A gente constroí e o tempo leva um grão dos nossos castelos todos os dias, como disse Hob Gadling: Uma pequena morte todos os dias, antes da grande morte final.
The love you take is equal to the love you make. Tentar permanecer é a grande prisão, saber que o tempo vai levar tudo é a liberdade. Nós somos o produto de milhões de anos de evolução da vida. Não jogue seu tempo fora. Mesmo pq ela não é seu.
Vejo vcs por aí. No tempo.

Na caixa de som: "Eu sou terrível - Roberto Carlos"

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